O que é um Clássico?

Colocado em | 3. CLÁSSICOS | Wednesday 29 October 2008 7:09 pm

retirado de CPPA

É comum nos dias de hoje falar-se em veículos históricos.
A própria comunicação social, nomeadamente a televisão, dedica muito do seu espaço a este assunto.
Porém nem sempre se encontra uma resposta concreta a esta questão:

O QUE É UM VEÍCULO HISTÓRICO?

A FIVA - Federation Internationale des Vehicules Anciens, fundada em França em 1966 é o organismo que superintende nesta matéria.
Representa mais de 60 organizações de veículos históricos espalhados por 40 países, e é a única organização internacional da especialidade, aceite pela UNESCO.
O principal objectivo da FIVA é contribuir para a preservação e uso de veículos motorizados com mais de vinte e três anos, a partir de agora referidos como veículos históricos.
As actividades primordiais da FIVA são:

- Identificar e classificar todo o veículo histórico
- Providenciar a ligação entre Clubes e grupos de entusiastas internacionalmente.
- Promover ralis, concursos eventos turísticos em todo o Mundo (mais de 80 por ano)
- Estimular o interesse geral na preservação do património automobilístico…

O Clube Português de Automóveis Antigos aderiu à FIVA em 1969 e é ANF (Autorité Nationale FIVA), e único membro em Portugal.

Segundo a FIVA:

Veículo histórico é um veículo de propulsão mecânica, fabricado há mais de 25 anos, preservado e mantido em correctas condições originais, a cargo duma pessoa ou organização, conservado pelo seu interesse histórico e técnico, e não sendo de utilização diária.
Os veículos deverão, em principio, ser conservados e utilizados tal como foram entregues pelo construtor e compreendendo todos os acessórios ou opções oferecidas pelo construtor ou vendidas durante a vida normal do veículo.

Modificações Aceites
Qualquer modificação, alteração ou mudança deverá ser evitada. Se necessário serão efectuadas no espírito da época onde o veículo foi normalmente utilizado e de tal maneira que o veículo possa ser reconvertido às condições originais, com o menor esforço e custo possíveis. As modificações ou alterações devem, em princípio, limitarem-se apenas às requeridas pelas autoridades para o cumprimento estrito do Código das Estradas, ou pela impossibilidade de encontrar no mercado as peças adequadas. Ou ainda o seu fabrico ser apenas possível com custos pouco razoáveis. Todas as modificações ou alterações devem ficar documentadas de modo a que futuros proprietários possam conhecer quais as diferenças que o veículo apresenta em relação à condição original.

Definição dos Veículos
StandardVeículo de série tal como foi entregue pelo construtor. Para os grupos de conservação 2 a 4, as opções, modificações menores e os acessórios disponíveis no mercado na época, são aceitáveis.

Modificações da época

Veículos especialmente fabricados ou modificados na sua época, para um fim especifico.
Típico no seu género, consequentemente com interesse histórico específico.

Tipo X - Excepções

Veículo que foi modificado a partir do seu standard de produção, fora da época. As modificações incorporadas devem ser de acordo com as regras do §2.1 e deve recorrer-se a peças do período apropriado ou fabricadas especialmente dentro da mesma especificação (definição, materiais e utilizações).

Reproduções

Veículos construídos fora da sua época, com ou sem peças de origem, imitando um modelo da época.
Tal veículo deve ser identificado de molde a indicar claramente que se trata duma reprodução.

Grupos de Conservação dos Veículos
Classe I - Autênticos

Veículo tal como foi produzido originalmente, pouco deteriorado, em estado original, incluindo acabamentos interiores e exteriores, com excepção de pneus, velas, bateria e outros elementos perecíveis.

Classe 2 - Originais

Veículo utilizado sem nunca ser restaurado, dispondo dum historial contínuo, em estado original, embora eventualmente deteriorado.
As peças que se deterioram normalmente pelo uso podem ser substituídas por peças com a especificação da época.
A pintura, pormenores exteriores e estofos podem ter sido oportunamente refeitos.

Classe 3 - Restaurado

Um veículo, totalmente ou parcialmente desmontado, reparado e montado de novo, com pequenas alterações relativamente às especificações de origem do construtor em caso de indisponibilidade de peças ou materiais.
As peças de origem do construtor devem ser utilizadas, sempre que disponíveis mas podem ser substituídas por outras com a mesma especificação.
Os acabamentos interiores e exteriores podem ser recentes, mas dentro do possível de acordo com as especificações da época.

Classe 4 - Reconstruídos

Peças de um ou mais veículos dum mesmo modelo ou tipo, montadas num só veículo o mais possível de acordo com as especificações do construtor.
As peças podem ser fabricadas durante a reconstrução ou feitas fora do período (tais como carroçarias, bloco do motor, culassa ou qualquer outra peça que não contenha identificação).
Acabamentos interiores e exteriores devem ser de acordo com as especificações da época.

Classificação dos veículos por períodos
Para as manifestações realizadas no nosso país, o CPAA utiliza a classificação FIVA, que é a seguinte:

Classe A - Pioneiros - veículos construídos antes de 31 Dezembro de 1904

Classe B - Veteranos - veículos construídos entre 1 de Janeiro 1905 a 31 Dezembro 1918

Classe C - Vintage - veículos construídos entre 1 de Janeiro 1919 e 31 Dezembro 1930

Classe D - Pós-Vintage - veículos construídos entre 1 Janeiro 1931 e 31 Dezembro 1945

Classe E - Pós Guerra - veículos construídos entre 1 Janeiro 1946 e 31 Dezembro 1960

Classe F - Veículos construídos entre 1 de Janeiro 1961 e 31 Dezembro 1970

Classe G - Veículos construídos entre 1 de Janeiro 1971 e o limite estabelecido pela FIVA

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